@font-face { font-family: "are you"; src: url(http://static.tumblr.com/fmvhucp/at7my7ofj/are_you_freakin__serious.ttf); }

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

0

O que fiz durante as férias?

                   É oficial gente, as férias estão chegando ao fim, mas não desanimem não! agora é hora de compartilhar e relembrar oque vocês aprontaram de mais legal durante esse período. Não fiz nenhuma viagem extraordinária, porém consegui aproveitar cada cantinho da minha cidade Maceió e explorar vários passeios/lugares que até então não conhecia alguns deles.

 CONHECI AS FALÉSIAS DO GUNGA

                  Um dos lugares mais comentados pelos turistas aqui em Maceió são as falésias, que encontra-se no litoral Sul de Alagoas, na praia do Gunga. Eu só conhecia a praia, então aproveitei o período de férias para explorar os passeios que ela oferece. Falésias coloridas e um imenso coqueiral compõem a paisagem da praia.

Mirante da praia do Gunga



O passeio até as falésias pode ser feito de buggy ou quadriciclo, eu escolhi de buggy.

 FUI AO PARQUE MUNICIPAL

                     Um passeio específico pra quem curte natureza e uma vibe mais tranquila. O Parque está localizado no bairro de bebedouro, na própria capital. Além de conhecer o lugar, também fui com o objetivo de fazer um piquenique, foi bem maneiro!


PRAIA DA BARRA DE SÃO MIGUEL & PRAIA DO FRANCÊS

                Essas praias são pontos obrigatórios para os turistas, eu já conhecia, mas aproveitei a estadia da Marina para irmos.
-> PRAIA DA BARRA DE SÃO MIGUEL: é a praia central da cidade, bastante frequentada com pequenas ondas de piscinas naturais, na maré baixa, e ondas fortes, na maré alta. A praia é considerada cenário constante de campeonatos regionais de surf.
-> PRAIA DO FRANCÊS: Assim como a Barra de São Miguel, é uma das praias mais conhecidas de Alagoas. Fica a apenas 33 km de Maceió, no município de Marechal Deodoro. O tom das águas ~ que vai do verde claro ao azul intenso ~ é tão variado quanto o seu público.

Nas praias os turistas ainda podem explorar, além do surf, a pesca e o mergulho no fundo do mar. 

Fiz um vídeo bem legal lá no canal com mais detalhes desses passeios.


CONHECI AS PISCINAS NATURAIS DA PAJUÇARA

                    Acreditem, moro em Maceió desde que me conheço por gente e nunca havia ido as piscinas naturais da Pajuçara, um dos bairros localizados na parte nobre da cidade. Conheci a de Porto de Galinhas, em Pernambuco, mais a daqui ainda não havia tido oportunidade.
                  É um dos passeios mais tradicionais entre os turistas que visitam Maceió. É feito no período de maré baixa onde leva os turistas de jangada a um banco de areia e as piscinas naturais de águas cristalinas. Depois de um rápido trajeto mar adentro, as jangadas "estacionam" no banco de areia e deixam os turistas livres para curtirem o visual paradisíaco da capital alagoana. Ali, no meio do mar, o visual para a orla urbana da cidade é incrível.Há quem se sente no banco de areia e prefira tomar uma bebida gelada, pois há serviço de bar oferecido por algumas jangadas, e há aqueles que preferem mergulhar e procurar peixes coloridos. Também da pra andar de caiaque entre os corais, depende da sua preferência. Atualmente o passeio custa R$ 30 por pessoa.


VISITEI ALGUNS RESTAURANTES
                        Claro, que além dos passeios turísticos, não podia faltar um tour gastronômico no roteiro. Entre os restaurantes incríveis que visitei foram: Los Palitos e Brigadeirex (ambos localizados na AV Amélia Rosa), Sá Menina, ponto obrigatório para o almoço (porque não para a sobremesa também? lá tem uma torta alemã incrível!) e Choccolat (lá tem sorvetes italianos maravilhosos), ambos localizados na Jatiúca.
 e Parada de Taipas (próximo a praia do Francês).


                     Passeei pela orla, fui ao show do titãs e claro que eu não podia esquecer do cineminha, vocês sabem que sou a louca dos filmes hahahah também aproveitei as férias para assistir alguns que estão em cartaz: Star Wars e A Quinta Onda. Quem já assistiu algum desses dois? gostaram? posso fazer uma resenha dando a minha opinião sobre.   
                         Sempre que eu tenho um tempinho livre gosto de ir ao cinema, fazer uma maratona de séries no netflix, ir a uma peça de teatro. E as férias é o período perfeito pra isso. Adoro conhecer novas histórias, novos roteiros e o trabalho de novos atores para me inspirar.
                                                                                                     
                    Falando em cinema, também me dediquei ao meu lado profissional. Participei de um workshop de cinema

                 Fiz várias programações de vídeos lá no canal pra vocês, organizei a reinauguração do blog e agora, finalmente estou fazendo oque tanto esperava: entrei para uma oficina de canto.
                Como vocês puderam perceber, minhas férias foi, ou melhor, está sendo bem movimentada. Então, se você ficou esse período deitada no sofá de casa sem fazer nada, minha amiga, agora não tem mais desculpa! Maceió te espera com essas praias paradisíacas. E ainda vem o carnaval minha geeeeente hahahah minha época favorita do ano! Depois é só se contentar com a volta do ano letivo, voltar ao costume de acordar cedo.
                 Porém, enquanto isso, quero saber de vocês: oque fizeram nas férias? tem alguma programação legal pro carnaval? qual fantasia vocês vão usar? me contem! :) 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

4

Papo de mina: Transição Capilar

                     Olá, conectados! para comemorar a reinauguração do Laranja Siena nada mais justo que iniciar com um assunto tão comentado  entre as cacheadas que é a transição capilar. ~ mas Fanny, você não tem o cabelo liso? ~ nãaaao galera, podem não acreditar, mais quando criança meu cabelo era mega encaracolado, estilo Maisa mesmo. Ta ai a foto da pirralha pra comprovar.

                  E aos 9 anos, o que que a garota decidiu fazer? exatamente! tasquei a primeira chapinha nele. Ai já sabem né, chapinha vicia, depois que deu a primeira, JA ERA! e comigo não foi diferente. Mano, eu a-ma-va. Aos 11 iniciei o relaxamento, com a ideia de "diminuir o volume". Me arrependi? não! até ai estava curtindo a ideia de ter um cabelo mais liso. Mais eu não estava satisfeita, o cabelo podia estar relaxado, mais eu não. Aos 14 comecei a fazer a famosa progressiva, queria o cabelo ainda mais liso para minha tão sonhada festa de 15 anos, e assim continuei até meados de maio de 2015. 
               Resultado, durante quase 8 anos meu cabelo foi escravo não só do relaxamento e da progressiva, mais da selagem e qualquer outro nome dado aos alisamentos. Bastavam dois meses para que a raiz voltasse a crescer e eu já estava lá na porta do salão, pronta para o próximo processo químico. Durante muito tempo convivi com ressecamento e quebra dos fios. (se ele falasse, acho que passaria horas e horas reclamando por ter sido agredido por tanto tempo).
                            Depois de tantos anos usando aquela gama de produtos químicos, meses pra cá comecei a acompanhar várias cacheadas na blogosfera, eis que surgiu uma solução para deixar de lado as queimaduras com a chapinha e o incômodo com o forte cheiro do produto da progressiva: iniciando a transição. Para me aprofundar ainda mais sobre o assunto convidei duas amigas que já passaram pelo processo para que elas compartilhem esse procedimento conosco.


DEPOIMENTO DE NICOLLI ALBUQUERQUE


                           Me lembro que por volta dos meus 6/7 anos já usava química, um famoso produto destinado à crianças, Toin Floft. Coisa de mãe né? "Vamos diminuir os cachos desse cabelo, dá trabalho...”. Apesar disso não a culpo, já que essa questão de tratar o cabelo cacheado/crespo como um fardo é bem disseminada na sociedade. Cabelo pra ir à escola? Faz dois “lalaus” que tá bom. Já aos nove, atormentava o juízo da minha mãe pra alisar o cabelo: “Mas eu quero alisar” “ Menina seu cabelo tá bom assim criatura, tu vai se arrepender”. Depois de um tempo, de tanta teimosia, ela cedeu e fiz uma escova definitiva. Primeira quinzena? Maravilha. Depois de um tempo veio o arrependimento, sabia que meu cabelo nunca ia ficar liso como os das amigas de sala e das outras meninas, ele não era assim. Pois bem, em poucos meses eu decidi que não ia mais usar o produto, minha mãe concordou. Passei a quinta série inteira indo ao colégio com um rabo de cavalo e não fazia ideia do que era transição naquela época e simplesmente fui cortando o cabelo aos poucos, porém enquanto ele crescia eu relaxava a raiz, a velha fala de “vamos controlar esse cabelo”.
                         O tempo passou e no fim de 2012, já aos catorze anos, eu passava por uma época de mudança profunda em relação à espiritualidade e foi ai que comecei a me questionar sobre o porquê eu precisava esconder meu cabelo, porquê ele era tratado como um problema, porquê eu não podia dar uma chance de conhecê-lo…     
                            Disse à minha mãe que ia deixar crescer mas depois de alguns meses, ela passou a reclamar:  “Sua raiz tá muito alta”,“Tu precisa cuidar desse cabelo, tá feio” no entanto, eu não cedi de maneira alguma. Só depois de quase um ano em transição comecei a pesquisar e descobri o que era transição, big chop, ai vieram os grupos e os produtos; foi muito bom encontrar pessoas e compartilhar vários sentimentos e estórias. Muitas pessoas podem dizer “Ah, é só cabelo” mas é muito mais que isso, é resistência em meio a um cenário que nos fala e mostra que nosso cabelo não pode ser valorizado, que é um fardo a ser carregado, que “cabelo ruim é assim mesmo”, só entende quem tem! 
                          Depois de um ano e sete meses em transição descobri meu 3c/4 a (e tantos outros tipos também)  e posso dizer com convicção que foi uma das melhores escolhas que fiz, essa sou eu e não tenho vergonha de quem eu sou! Até hoje não consigo acreditar que eu negava e escondia esse universo, me sinto completamente renovada e feliz. Foi difícil mas nunca pensei em desistir. Desejo coragem pra quem passa, e especialmente às que têm o cabelo crespo, que é o tipo mais desvalorizado. 


DEPOIMENTO DE MONNYQUE BULHÕES



                              Eu sempre quis ter o cabelo igual o da minha mãe e do meu irmão, liso que não dá uma volta. Quis tanto que aos 13 anos relaxei o cabelo pela primeira vez, porque não sabia cuidar dele. Esse processo durou até os 18 anos, ai resolvi passar a minha primeira progressiva. Hmm... meu cabelo ficou show de bola! Era um sonho ter meu cabelo liso igual o da minha mãe, com a "mesma" textura, porém quando a minha raiz estava aparecendo, era um pesadelo, só a minha amiga chapinha para me salvar. Mas, calma ai, AMIGA CHAPINHA??? eu achava que estava me salvando.
                              Em um dia ensolarado, estava na praia e pensando: "Como é o meu cabelo mesmo?" Daí me toquei, eu não lembro como é meu cabelo. Ou seja, o motivo da minha decisão de voltar aos cachos não foi o essa ditadura dos cachos. Não! O motivo é querer conhecer, lembrar, como é o meu cabelo natural, pois é horrível não saber como ele é. Entrei na transição e continuo nela, pois não tenho coragem de fazer o BC ainda. Uma palavra que define uma transição é: PACIÊNCIA! Uma marca que me ajuda muito é: LOLA. 
                             Estou muito animada e ansiosa para saber como o meu cabelo é. Quero poder acordar e ficar um leão logo, quero amar, cuidar do meu cabelo logo, quero muito conhecer ele. 
                     AME O SEU CABELO, POIS SE VOCÊ NASCEU COM ELE É PORQUE ELE É PERFEITO PARA VOCÊ!

                              É isso galera, essas foram as histórias de nossas cabeleiras, espero que tenha inspirado muitas meninas que também querem iniciar o processo de transição. VALE MUITO A PENA! eu ainda não conclui a minha (claro! kkk) mas já posso garantir que a sensação de liberdade e aceitação é total. Boa sorte pra todo mundo! e quero agradecer desde já as meninas por terem aceitado dividir suas histórias conosco. Comentem aqui embaixo se você já fez transição e como foi o processo, ou se você esta pensando em fazer. Quero muito conhecer a história de vocês também. Até a próxima,valeu! é nóis!